quarta-feira, 30 de abril de 2008

A Legítima

Há muito queria encontrar uma verdadeira mazela baiana para me lamentar, e hoje encontrei.

ps.1: Coloquei o link para a Folha porque o conteúdo está mais divertido! ;)

ps.2: Sim, o blog estava às moscas. Fiquei sem computador em casa, e eu, que disse não ter muita intimidade com a máquina, confesso que quase enlouqueci! ;P

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Salvador e suas tendências

Ontem foi lançada a Revista Muito, publicação do Jornal A Tarde, e que será distribuída todo domingo junto com o jornal. Gosto da iniciativa, mas do material, algumas coisas sim, outras não (tipo, dica cultural de um bar na Alemanha??!!). Mas o que me chamou atenção foi a matéria de capa, e mais, que ela representa a linha editorial da revista, mostrar a Salvador "baiana e cosmopolita".
A matéria é um perfil do bairro Santo Antônio Além do Carmo, histórico, e que passa por um processo de valorização imobiliária, com hotéis luxuosos, casas valendo milhões e artistas, infinidade de turistas, estilistas, empresários, etc, como moradores. Fotos bem bonitas, gente sorrindo, uma paz...Das duas uma: ou Santo Antônio é uma paraíso perdido mesmo, ou então tem mais coisa embaixo do tapete.

Aí eu fiquei pensando no meu bairro, o Costa Azul. Eu sei, é um bairro bem bestinha, não tem casarão histórico, mas eu ando pelas suas ruas com uma ingenuidade sem tamanho. Até que um aposentado foi morto à luz do dia, crime de jornal e tudo. Sei lá, fiquei pensando em como o bairro era tranquilo, e como as pessoas que moram alí há mais de 25 anos se sentem vendo uma transformação dessas. O nosso maior orgulho era que o Costa Azul tava chique, com escola, banco, supermercado e prédio bacana, mas não era uma Pituba da vida (ainda é verdade aquilo de ser um dos bairros com maior índice de roubo a carros do nordeste?). Será que é a "trendy" do Costa Azul?

Segundo Muito, Santo Antônio é tendência, aliás, já bombando. Mas ainda conserva a tranquilidade e o "clima familiar" baiano, de rua de pedra, de ladeira.
Acompanhando as transformações de cada bairro, eu senti uma grande vontade de me mudar, mas ainda não tenho meu milhão.


ps.: como não dá pra botar link da matéria, coloquei o post sobre, no blog da revista. Mas peçam emprestado de alguém pra ler, caso não tenham visto ontem! :)

segunda-feira, 24 de março de 2008

Espreme que sai sangue

A Folha divulgou uma nota hoje sobre um encontro latino-americano, em Caracas, sobre o terrorismo midiático. Essa expressão me causava um certo desconforto, até pouco tempo atrás, quando em sala de aula surgiu a discussão sobre o tema. Uma discussão como essa com Chávez no meio me parece bastante apimentada. E terrorismo na mídia não é um tema só para jornalistas, é pra todo mundo identificar quando é divertido dizer "espreme que sai sangue", ou quando é pânico mesmo. Quem lê jornal tem que tomar partido da situação :p

domingo, 16 de março de 2008

Lexotan no café da manhã

Só vou poder tomar isso no café se o inferno tiver de começar na garagem. Se já tá assim lá embaixo, onde o bicho pega, imagine aqui, com os nossos Le Parcs, Tamaris, etc e tal. Agora já entendo a proposta de "não precisar sair de casa" (Se Malu Fontes já disse que é pra não ver pivete na rua, taí mais um motivo).
E agora com esse belíssimo PDDU (essa orgia imobiliária) que vem aí, a a porrada de unidadades de apartamentos que seriam liberados na paralela vai virar o paraíso da SET, só de boa no golzinho laranja organizando o tráfego.
E só mais um pitaco de PDDU, (não tem nada a ver, mas é só pra distrair), dos que pregam q devemos ter prédios grande e bonitos ao invés de casas horríveis e muita puta, a-do-rei o cartaz do strip de Lara Lemos em plena orla! kkkkkkkkkk Cara de pau, pra q te quero. Será que tinha algum futuro morador do Le Parc lá?

quinta-feira, 6 de março de 2008

:O

Meu Deus!

Já não se pode mais comer paella em paz. E eu pensando em quebrar meu porquinho...

domingo, 2 de março de 2008

Agora podemos começar



Minha avó, que sempre a-do-rou ler as páginas policiais dos jornais agora não precisa ir até ela, porque a bagaceira agora aparece na capa. Já notou como nos jornais baianos, o aumento da violência vem tomando cada vez mais destaque?

Obviamente que nos interessamos e muito por isso. Negócio de grupo de extermínio com envolvimento de policiais (truculência? reintegração já?), e a sofisticação dos crimes, como o ocorrido recentemente na estrada do coco, estão nos deixando boquiabertos. Mas quando cai secretário de segurança, parece que a pauta fica beeem mais apimentada né? Nesse caso não posso nem dizer que quero ver o circo pegando fogo, já que ando de ônibus, à noite, e tenho o péssimo hábito de não levar o dinheirinho do ladrão.

Hoje, no A Tarde, mais um número dessa criminalidade em P.G. No Correio, um perfil dos que mais sofrem, que não é novidade, mas que é um piteleco pra gente lembrar. E eu, ainda acredito que capa de jornal tem uma puta força nessas coisas.
Para estrear nessa difícil missão de escrever na rede, um texto de Carlos Heitor Cony, publicado hoje na Folha de São Paulo.

Asfalto selvagem

RIO DE JANEIRO
- Um filme de John Houston, creio que dos anos 50, tinha no original o título de "Selva do Asfalto". No Brasil, virou "O Segredo das Jóias" e foi, se não me engano, o primeiro filme em que Marilyn Monroe apareceu nos créditos.
Era um policial. No final, um inspetor mostra o rádio que recebe as mensagens das radiopatrulhas que rondam a cidade. No painel central, as luzes piscam, as vozes se sucedem, atropelamento na rua 18, homem espanca mulher na 22, um cadáver boiando no rio, briga numa boate de travestis, mulher pedindo socorro na ponte, assalto a mão armada na loja Macy's. E por aí vai.
De repente, o inspetor desliga o painel e as luzes não piscam mais, as vozes emudecem. O silêncio é total. Ele diz: "Se desligarmos essa joça, resta o silêncio. A selva de asfalto não faz nenhum ruído. Há assassinatos, roubos, estupros, suicidas, a vida humana em seu limite de dor, mas tudo está em silêncio, a selva emudeceu, mas continua viva".
A internet tem alguma coisa a ver com essa imagem de selva emudecida. Nós entramos nela e ficamos sabendo que fulano está traindo sicrano, que Andréia nos manda um beijo e o PT acusa alguém de alguma coisa. Um sindicato reclama da taxa de água em Florianópolis e uma jovem acusa o patrão de assédio sexual. Antônio quer saber por que não fiz isso ou aquilo, e João me envia o seu exame de sangue, está com Aids.
Desligo o computador. A tela escurece. Não emite nenhum ruído, nenhuma imagem. Mas tudo continua acontecendo, encontros e desencontros, traições e dedicações, deslumbramentos e decepções.
A tela continua apagada, escura, não há notícia da selva misteriosa onde a humanidade, por isso ou aquilo, geme, goza, palpita e sofre, mas tudo parece morto, tudo está parado.

Notícias

Loading...